domingo, 4 de abril de 2010

ESTE CANTINHO À BEIRA MAR PLANTADO.

Deambulo à beira do Tejo
num entardecer luminoso,
onde o Sol começa, lentamente,
a adormecer no leito do rio.
Sento-me à mesa numa esplanada,
que não é mais do que um amontoado de
pedras com muitos, muitos anos,
dispostas de forma irregular.
À minha volta, ouço tagarelar.
Reparo que, na mesa à minha frente,
fala-se francês, um pouco mais ao lado, Inglês.
À nossa volta, o rio, maré cheia.
Em frente, Lisboa, majestosa, magnifica,
Banhada pelos reflexos do sol.
Atracados no Cais, dois navios de cruzeiros.
Inúmeros aviões cruzam o céu por cima das nossas cabeças,
já em rota descendente,
trem de aterragem pronto para descer em Lisboa.

Uns partem, outros chegam, outros ficam.
E, ali, no meio do Rio, rodeada de pessoas
Que falam outras línguas, sinto-me, também eu,
uma turista no meu próprio País.

Descubro, que afinal,
vivo mesmo num cantinho à beira mar plantado.

1 comentário:

  1. Pegando no Mote:
    Neste extremo da Europa toda,
    No tal canto à beira mar plantado,
    continuamos a viver o triste Fado
    na espera que repartam a tal "boda".
    "Boda" que chamaram de orçamento,
    que se nos apresenta em extenso folhetim,
    num linguajar que fede, quão pestilento
    e assim ficamos a guardar um triste fim.

    ARFER

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