domingo, 6 de junho de 2010

dezvezesnada: Socorro, em 2010 vou "importar" 1 semana de férias!

dezvezesnada: Socorro, em 2010 vou "importar" 1 semana de férias!

Socorro, em 2010 vou "importar" 1 semana de férias!

Hoje, enquanto circulava calmamente na AE2, ouvi as declarações de S. Exª, o Presidente da República, dizer: "...férias no estrangeiro são importações, e isso aumenta a dívida externa do Pais..."! Pasmada, aumentei o volume do rádio, só para ter a certeza que não tinha ouvido mal. Infelizmente, ouvi muito bem...
Pus-me a pensar: eu vou uma semanita de férias para o estrangeiro, e por causa da crise, não tenho dinheiro para comprar nada lá fora para trazer cá para dentro.
O que raio estou eu a importar que aumenta a dívida externa do País?...
Vou viajar na TAP, uma empresa Portuguesa que precisa de passageiros para fazer face à crise; não vou comprar nada; gastar dinheiro em comida e transportes no estrangeiro, 6 diazitos, (e porque estou a dieta vou comer pouco e andar muito a pé), implicará gastar o quê? 400,00 euros? Ora, não será certamente esse montante que irá desiquilibrar a balança entre as exportações e as importações.
Claro que sempre se poderá dizer que os 400,00 euros gastos lá fora podiam ser gastos cá dentro, mas, em bom rigor, isso significaria que o dono do Hotel onde eu me hospedasse não despedia os trabalhadores contratados a prazo no fim do verão?; ou significaria que por eu ficar cá, e fosse de comboio para o Algarve, a CP já não seria privatizada?
Bem, não percebo mesmo nada de economia...
Mas acho que para diminuir a diferença entre as importações e exportações, talvez não devessem os Governos liderados pelo nosso Presidente da República nos idos anos 80/90, ter deixado morrer os têxteis; a indústria do calçado; a indústria naval; a produção de aço na Siderurgia Nacional;
Talvez que se os produtores de leite dos Açores não fossem obrigados a deitar fora os execedentes, talvez se não tivessemos recebido dinheiro para abater olival, barcos de pesca, vinha, não fosse necessário comprar 60% ao estrangeiro e pudessemos exportar mais 30 ou 40% do que exportamos.
Aprendi, na Escola Alfredo da Silva, há muitos anos atrás, que o equilibrio entre exportações e importações é fundamental para uma economia saudável.
Não quero prescindir dos meus 6 diazitos lá fora, egoisticamente, reconheço, mas acho que S.Exª o nosso Presidente da República, deve preparar-se para que os Presidentes dos outros Países façam o mesmo apelo aos seus cidadãos.
Assim, nós não saímos para o estrangeiro, mas os estrangeiros também não vinham para cá, porque a crise é Europeia e os Franceses, Alemães, Ingleses, também não se podem dar ao luxo de fazer "importações" de semanas de férias que façam desiquilibrar as suas balanças e perigar as suas economias.
Por cá, para evitar o excesso de importações, vamos deixar de comprar produtos Israelitas, por exemplo?

terça-feira, 1 de junho de 2010

Há dias em que não gosto de "tugas"!

O tuga é aquele que circula na AE a 60/km Hora; estaciona em local público, ocupando dois lugares quando sabe que há falta de lugares para estacionar;ultrapassa pela direita; em cima da passadeira; liga a música em altos berros, porque gosta muito daquela em especial e toda a vizinhança tem que gostar;fala e ri mais alto do que toda a gente à sua volta, só porque gosta muito de si próprio; faz um escândalo no restaurante, porque o empregado demorou muito a atende-lo; faz uma bela de uma "peixeirada" (sem qualquer desrespeito pelas peixeiras)em qualquer lugar público só porque determinada situação não lhe agradou;"espeta" o dedo no cara do seu interlocutor para fazer valer o seu ponto de vista, em tom professoral, fazendo com que o interlocutor se sinta uma criança repreendida em público;afirma, alto e bom som que é um intelectual de craveira internacional, que já escreveu, já leu, já foi à ópera, já viajou imenso, conhece muita cultura, muita religião, tem sempre opinião sobre tudo, mas não faz NADA; tuga é aquele animalzinho que acha que cada vez que o Benfica ganha lhe saiu o Euro milhões; que acredita em Deus, mas lixa constantemente o vizinho do lado, acredita na virtude, na moral e nos bons costumes, mas trai, engana, burla os outros, quer sejam conhecidos, amigos ou simplesmente desconhecidos; entope as caixas de correio electrónico de todos os amigos com as mais pirosas e estúpidas máximas Brasileiras (tudo bem, os amigos também servem para isso); envia um número indeterminado e interminável de vídeos e fotos pornográficas ou eróticas para todos os seus contactos "macho" ou companheiras dos ditos "macho", bate com a mão no peito e diz que "a mim ninguém me engana"; é o mais esperto, o mais inteligente, o melhor profissional, tem a melhor mulher e a melhor amante dos arredores; os seus filhos são uns génios incompreendidos porque bateram no professor e foram castigados; contesta as teorias dos outros, porque só a dele é que é a certa;vota e elege, mas chama "ladrão" aquele que acabou de eleger; queixa-se do Estado não lhe resolver o problema dele, mas pratica fuga ao fisco, não paga as multas, não se deixa citar quando é demandado, mas critica formentente a justiça porque tem "mão branda" para os criminosos; diz que é democrata mas que Portugal precisa de um novo Salazar;
Pois, pois!. Os tugas são assim, e os Governantes dos "tugas" são assim.É um caso de sucesso em política.
Por isso tem dias, que não gosto nada de "tugas".

domingo, 9 de maio de 2010

O desejo nacional de ser "famoso"

Às vezes parece-me que o desejo nacional, aquilo que motiva todos os comuns mortais, é a vontade de serem "famosos". Tal vontade é tão forte que move montanhas, como a fé.
As pessoas tudo fazem para aparecer, nos jornais, nas revistas, na televisão, na rádio, em blog's, nos círculos de amigos, nos locais de trabalho, enfim, em todas as circunstâncias em que surge uma oportunidade, lá aparecem, como se fossem o "emplastro" das reportagens televisivas. Umas vezes gritam mais alto que os outros, outras vezes espreitam por cima do ombro do entrevistador, acenam para a câmara,pintam o cabelo de verde, ou roxo, ou vermelho,põem-se em bicos de pés, para ficar mais altos e se verem melhor, escrevem os seus pensamentos,partilham com todos aquele seu desejo de ser famoso, lêem e relêem aquilo que escreveram, uma e outra vez, na esperança que os contadores de leituras lhes tragam de volta a satisfação de ver que aquilo que escrevem é importante para os outros e que isso os torna, de certa forma, famosos, ainda que sejam eles próprios a contribuir para o avanço de tais contadores.
Triste percurso o destes candidatos a famosos. Mais valia inscreverem-se num qualquer reality show, porque, certamente, aí se tornariam famosos em três tempos, sem ser neceessário fazer avançar os contadores de leituras.

terça-feira, 6 de abril de 2010

DESCARTÁVEL

Corremos todos os dias de casa para o trabalho e vice versa. Corremos para fazer o jantar, para ir buscar ou levar os filhos à escola,para estender a roupa, pôr outra a lavar, e, finalmente, corremos para o sofá, exaustas, meio mortas, onde caímos num estado semi adormecido, olhar fixo na TV, nao vendo sequer, as cenas que se sucedem, imagem a imagem no ecran.
Corremos no dia a dia, como se da corrida dependesse estarmos vivos,esquecendo que de tanto correr, chegamos mais depressa ao fim.
Corremos numa espécie de fuga para a frente, passando, no afã de tanta correria, por cima de sentimentos, de estados de espírito e até de pessoas.
Corremos para atingir um fim, um objectivo, indiferentes ao que se passa ao nosso lado.
Corremos todos os dias da nossa vida como se fosse importante chegar a algum lado, e quando lá chegamos, vemos que, tanta correria só nos trouxe a noção real e exacta de que somos um produto descartável, que atingiu o seu prazo de validade e se deita para o lixo.

domingo, 4 de abril de 2010

ESTE CANTINHO À BEIRA MAR PLANTADO.

Deambulo à beira do Tejo
num entardecer luminoso,
onde o Sol começa, lentamente,
a adormecer no leito do rio.
Sento-me à mesa numa esplanada,
que não é mais do que um amontoado de
pedras com muitos, muitos anos,
dispostas de forma irregular.
À minha volta, ouço tagarelar.
Reparo que, na mesa à minha frente,
fala-se francês, um pouco mais ao lado, Inglês.
À nossa volta, o rio, maré cheia.
Em frente, Lisboa, majestosa, magnifica,
Banhada pelos reflexos do sol.
Atracados no Cais, dois navios de cruzeiros.
Inúmeros aviões cruzam o céu por cima das nossas cabeças,
já em rota descendente,
trem de aterragem pronto para descer em Lisboa.

Uns partem, outros chegam, outros ficam.
E, ali, no meio do Rio, rodeada de pessoas
Que falam outras línguas, sinto-me, também eu,
uma turista no meu próprio País.

Descubro, que afinal,
vivo mesmo num cantinho à beira mar plantado.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Posted by Picasa

Sitios Mágicos.

Existem locais que, pela sua beleza, nos deixam sem respiração, nos fazem sentir do tamanho de
uma formiga neste nosso Universo.Locais onde vamos e tornamos a ir e de cada vez é sempre
como se fosse a primeira.Onde a natureza se mostra como é: indomável.
Locais que na nossa mente, se tornam únicos, nossos, como se fossem o "nosso cantinho," que sentimos como se fizessem parte do nosso corpo.
Pedaços de céu, de mar, de terra, pássaros, cheiros, tudo, em certos sitios nos deixa em paz, connosco e com o Mundo e nos reconduz à nossa real dimensão.
Locais que são como que um Santuário.
E, como todos os Santuários, por vezes são profanados.
E o meu "sitio especial", foi profanado. Nunca mais vou conseguir sentir o que sentia.Nunca mais vou conseguir encontrar a paz interior ao olhar aquele sitio.
E isso dói. Muito.

sexta-feira, 19 de março de 2010

quinta-feira, 18 de março de 2010

Quarta

Conheci uma mulher com 63 anos.Empresária.Durante 42 anos construiu um negócio de família, com o marido e os filhos.Toda a sua vida trabalhou ombro a ombro com o marido, e à noite, em casa, era ela quem fazia tudo o resto para que a casa da família fosse um lar.
Nos dias em que o estabelecimento esteva fechado, o marido e os filhos iam passear, descansar, e
ela tratava das roupas, da limpeza da casa, das compras, das ementas dos jantares diários, etc...etc...Um dia, descobriu que os filhos já não precisavam da mãe, e o marido já não precisava da mulher.
Ele passou a sair com outras mulheres, como nunca saiu com ela. Os filhos começaram a levar-lhe os netos para cuidar no dia de folga e nas noites.
Está á beira da reforma do trabalho, da reforma do marido, dos filhos. Está sózinha.
E quando já não tiver que ir para o estabelecimento todos os dias, vai ficar sentada, em casa, em frente ao televisor, meio a dormir, meio acordada, a ansiar por aquele momento em que os netos cheguem para se sentir de novo viva.
No fim de uma vida inteira dedicada aos outros, ao trabalho, onde não sobrou nem tempo nem espaço para ela, o que vai ser desta mulher?

quarta-feira, 10 de março de 2010

Terceira

Conheci uma mulher de 18 anos que tinha um bebé de 3 meses.Era solteira, apaixonada pelo pai do filho.Ele, de modos bruscos, ríspido, reduzia-a permanentemente à condição de bicho, anulava-lhe a vontade, não a deixava abrir a boca. A mulher menina não voltara à escola porque ele não queria. Ela vivia com os pais é com o bebé. Um dia, o pai da menina quis estabelecer regras de vida para a mãe, para o bebé, para o pai.
Estabeleceu horário para as visitas paternais, pelo menos que estas ocorressem quando o bebé estava acordado.
Tentou que o pai cumprisse com a obrigação de pagar pensão de alimentos.
Tudo em vão.
O pai do bebé queria porque queria, entrar em casa da namorada e do filho à hora que quisesse, quanto aos alimentos, os avós que pagassem.
Uma noite, perto da meia noite, a campainha tocou em casa da menina mulher.
A porta da rua foi aberta, e ele entrou pelo prédio, galgou os degraus dois a dois, brutalmente, deu um murro na porta do apartamento, e quando a abriram, entrou por ali dentro, em fúria, e empunhando uma pistola, disparou em todas as direcções. A primeira bala atingiu a avó da bebé, as outras perderem-se nas paredes e na porta do quarto, onde a menina mulher se encontrava, enrolando com o seu corpo franzino o seu filho, protegendo-o da fúria do pai.

segunda-feira, 8 de março de 2010

A Segunda.

Conheci uma mulher, quando ela já tinha 6o anos de idade.
Tivera uma vida sofrida.Fora abandonada pelo companheiro, quando ainda era uma adolescente e tinha um filho bébé nos braços. 2 ou 3 anos depois, refez a sua vida, casou-se, e o seu filho passou a constar no registo civil como filho do seu marido. Teve uma outra filha.Nunca exerceu qualquer profissão, a não ser a de dona de casa. Criou os filhos, tratou do marido, manteve um lar durante mais de 30 anos.
Durante mais de 30 anos sofreu violência físicia, psicológica, e ouviu, invariavelmente, a ladaínha do marido, (que se embedava 7 noites por semana) de que ela só tinha que estar agradecida por ele ter criado o filho dela, sustentando-o.
O filho, desde muito novo, entregou-se à droga, a filha rapidamente saiu de casa.
Aos 60 anos, esta mulher estava sózinha.Um dia ganhou coragem e levou até ao fim uma das inúmeras queixas de violência doméstica. Que, agora em sede de Julgamento, o Juíz, conseguiu que desistisse, perdoando o marido. Mas, adomestou energicamente o marido, de que se voltasse a entrar naquele Tribunal, seria mesmo condenado e cumpriria pena de prisão.
O marido respondeu ao Juíz: "Se ela se portar bem, eu não lhe bato, mas se estiver sempre a chatear porque ponho os pés em cima da mesa, atiro a roupa para o chão, então não posso prometer nada."
Passados dois anos soube que esta mulher se divorciou, (finalmente), fez a sua mala, e foi-se embora da casa que era a sua, mas que nunca foi sua. Tinha 60 anos 38 anos de casamento.Nunca mais soube dela.

domingo, 7 de março de 2010

Histórias de Mulheres - A Primeira.

Conheci uma mulher que, desde muito nova, tinha um sonho romântico:
Encontrar o amor da sua vida, que havia de chegar montando num cavalo branco, ou na sua versão moderna, numa Harley, traria um capacete, bonito, óculos de sol, barbas, gostaria de um bom pé de dança, das músicas do Tony Carreira, e seria capaz de construir uma casa que se pareceria com um palácio, que tivesse uma lareira,daquelas à antiga, como as das casas do Alentejo, trazendo-lhe à memória imagens da casa da sua infância.
O seu cavaleiro, veio, construiu a casa com a lareira, e esta mulher ficou rendida a seus pés, e depois, ele foi-se embora. A partir daí, viveu num inferno até ao fim dos seus dias.Alternando entre um estranho sentimento de amor/ódio, vagueava pelo seu palácio vazio, sentava-se à lareira e fitava fria e intensamente o lume que ardia, depois levantava-se e chorava noite dentro, até se render ao cansaço, para no dia seguinte, receber o seu princípe de braços abertos, na vã esperança de que o regresso diário, significasse o regresso definitivo ao palácio. Morreu jovem, e ainda hoje acredito, que mais do desgosto do que da doença.

terça-feira, 2 de março de 2010

Ser Mulher

As mulheres, dizem os homens,devem ser BBB (boas, bonitas e baratas).
Em contrapartida, as mulheres dizem que o homem ideal é BBR (bom, bonito e rico).
Esteorótipos.
A realidade é que, por vezes, o amor acontece, e faz cair por terra as convicções destas pessoas.
E mesmo quando o amor acontece, à mulher é-lhe exigido que seja sempre bonita, muito sexi, eficiente, boa educadora dos filhos, boa dona de casa, boa profissional.
Esperam até que seja uma barra em compras, que saiba quando comprar as cuecas e as meias, as camisas, as calças, enfim, que consigam fazer aquelas coisas que eles não gostam nada de fazer.
Os homens querem uma companheira, uma amante, uma mãe, uma excelente profissional, de preferência que tenha uma carreira que produza bons rendimentos, que possam ser usados no bem estar da família.
A verdade é que após anos de luta pela igualdade de direitos, as mulheres de hoje ainda vivem o mesmo estilo de vida que as suas avós.
É certo que conquistaram alguns direitos, mas a que duras penas?
Uma mulher é actualmente um "produto", do tipo "leve três, pague um".
Quando começam a perder as qualidades físicas que lhe permitiam ser 3 em 1, transformam-se em produto descartável.
A partir deste início do "princípio do fim", as mulheres são facilmente trocadas por outras (também com rotulo de produto descartável), que sejam mais bonitas, mais sensuais, com maior disponibilidade, com quem iniciam de novo o jogo do "amor acontece".
Para onde caminha a humanidade?

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A idade do verme.

Hoje dei por mim a verbalizar um sentimento que me incomada sobremaneira.
Sou um verme ou uma mulher?
O verme é um bichinho invertebrado. Tem dias em que sinto que a minha coluna vertebral me abandonou e partiu para parte incerta.
Nesses dias, sinto-me um verdadeiro verme, porque me dobro e desdobro, sem qualquer dificuldade aparente. Depois, cansada de me retorcer, tento, desesperadamente procurar a minha coluna desaparecida, porque uma mulher não pode passar os dias a torcer-se e a contorcer-se, tem que se manter, direita, caminhar na estrada da vida, rumo ao seu objectivo, de pé, inteira, decida e ciente de que sabe quem é, o que quer e para onde vai, e isso só consegue depois de recuperar a sua coluna , ou seja no momento em que deixa de ser verme e passa a ser mulher.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Porto Covo

São 11 horas da noite e chove ininterruptamente desde as 6 da tarde.
O terreno está cheio de pequenos lagos. Tudo é muito verde, mas as ervas escondem vários charcos de água cuja profundidade chega quase aos joelhos.
A ventania é forte, e ouve-se nitidamente o barulho das ondas do mar, que, segundo os locais, atingirão cerca de 8 metros.
Hoje, nem os surfistas de São Torpes se atreveram a surfar.
Está escuro como breu, e o vento entra em casa pelas frestas das janelas e da porta.
A salamandra acesa queima lenha e vai aquecendo o ambiente, que apesar de tudo, parece um pequeno oásis de conforto no meio do pantanal em que o terreno à volta se tornou.
Mesmo sem electricidade de rede, aqui estou, em frente ao lume, teclando, escrevendo baboseiras, gastando o tempo que resta para me enroscar nos cobertores da minha cama.
Amanhã também chove, espero que menos, pois preciso de tratar do jardim.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Este inverno transformado num inferno.

Vivemos dias invernosos que transformam a vida num inferno.
Por razões que a razão desconhece, começam a vir a lume, questões de pretensa insenção jornalistica, que, mais parecem manobras económicas e financeiras, para que, ora um grupo económico ora outro, tentem o controlo da comunicação social, mercado há muito apetecido, politica e economicamente.
No meio de todos estes jogos de poder, consegue, pelo menos vislumbrar-se um retrato da nossa democracia ou do simulacro que é a nossa democracia.
Teorias da conspiração, envolvimentos ao nível dos mais altos poderes políticos, tudo apenas e só com um único objectivo: Toda esta gente envolvida, quer tenham sido eleitos ou não, apenas se querem governar a si próprios. Governar no sentido de obterem vantagens monetárias para si e para aqueles que lhes estão próximos.
Para atingir o objectivo não hesitam em destruir tudo à sua volta.
A Justiça é o que é. A comunicação social há muito que deixou de ser isenta e imparcial. A classe politica envolvida em escandalos recorrentemente, a alta finança segue pelo mesmo caminho.
Após o desfecho destes casos jornalisticamente mediáticos, o que vai mudar em Portugal?
Nada. Zero. Se estes personagens sairem de cena, outros virão, que, com o mesmo objectivo dos anteriores, prosseguirão na sua busca de enriquecimento ou manutenção dos privilégios que possuem, enquanto que o Povo, ou porque se está nas tintas, e tenta ele também "desenrascar-se" o melhor que pode, ou porque simplesmente, acha natural que assim seja. Quem vai ao pote do mel, tem que lamber os dedos.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A outra face da publicação das escutas.

Todos os dias os noticiários dedicam grande parte do seu tempo a falar do conteúdo das escutas que os jornais publicam.
A publicação das escutas, cujo conteúdo é classificado como sendo conspirativo, quer pela forma como são publicadas, quer como dentro do contexto é que se inserem.
A divulgação destas escutas coloca em confronto vários direitos constitucionalmente garantidos.
Se, por um lado, o direito à informação é legítimo e deve ser exercido, sem qualquer censura, porque deriva do direito à liberdade que todos os cidadãos têm, por outro, a publicação de escutas que não serão usadas como meio de prova em nenhum processo judicial, têm como efeito imediato, condenar de imediato os visados em tais escutas.
Estas condenações na praça pública, fora do âmbito do direito e dos Tribunais, são violadoras de direitos constitucionais que a todos são caros.
Podem, de facto, destruir por completo a vida dos visados, mesmo que esses nunca tenham sido constituídos arguidos em processo nenhum, e nunca cheguem a ser julgados pelos Tribunais.
Para além do perigo de serem apanhados nestas condenações pessoas presumivelmente inocentes (mantendo-se inocentes até trânsito em julgado de alguma decisão condenatória), estas pessoas, que, repita-se, nem sequer foram constituidas como arguidos, logo nem suspeitos são, vejam devassada a sua vida privada, lendo excertos descontextualizados de conversas telefónicas que mantiveram, na convicção plena de que não passavam disto mesmo: conversas privadas.
Não quer isto dizer que do conteúdo das escutas não perpasse alguma noção de conspiração,, para negócios menos claros ou até mesmo ilegais.
Porém, admitindo sem questionar, esta devassa da vida privada e esta condenação em praça pública de presumíveis inocentes, estamos a abrir o caminho, não só para o avanço da censura, como também para o desvirtuar do direito de protecção à reserva da intimidade e da vida privada.
Os dois direitos em confronto, direito à informação e direito à protecção da reserva da vida privada, têm que ser execercidos pelos orgãos próprio, este também direito emergente da Democracia em que vivemos, os Tribunais. São eles quem tem a missão de julgar e condenar, não a opinião pública, nem os Jornalistas. Só assim se garante a integridade do regime democrático.
O Povo não pode nem deve julgar, deve sim, saber quem deve eleger para o representar.
E tal escolha tem que ser criteriosa, consciente e esclarecida.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O amor virtual ou o engate "on line"!

Navegando pela rede deparo-me com frases mais que batidas, ditas e reditas vezes sem conta, afixadas em inúmeras salas de conversação, a que gosto de chamar de "engate on line": Procuro mulher, procuro homem, procuro curtes, procuro amigos.
Os apelos do "procuro", revelam uma realidade que, de repente deixa de ser vitual.
Os "procuro" da rede serão, talvez, uma forma de preencher horas e dias de solidão imensa, porque os seres humanos existem como seres sociais, tendo por isso essa necessidade de procurar outros seres que comunguem da mesma necessidade. São a nova versão dos velhos convivios das aldeias.
Também há aqueles que sofrem doutro tipo de solidão: são os que, não estando nem física nem emocionalmente sós, se divertem a "engatar".
Esta espécie, esconde-se atrás do relativo anonimato da rede, para lançar a sua teia de pseudo sedução, trocando, inicialmente, inocentes, fofos e girissimos post's e, num estado mais avançado da teia, grandes obras de arte denominadas "hardcore".
Também me deparo com aqueles que, sedentos de saber, navegam pela rede, incessantemente, à procura do conhecimento, da sabedoria, e não muitas raras vezes, "bebem", sem peias, tudo o que encontram, sem conseguirem descortinar a verdade da mentira, e sem terem ninguém com quem partilhar tudo o que apreenderam.
Existe ainda uma outra categoria de navegantes, na qual me incluo, que gosta de viajar, falar com os amigos (não virtuais), debater ideias, enfim, conviver.
Dou por mim a pensar que todas estas pessoas, de tanto se procurarem, acabam inexoravelmente, tristes e sós, em frente a um computador, diante de uma gigantesca rede social, composta por caras, fotografias, diminutivos ou alcunhas, (absolutamente rídiculos) mas completamente VAZIA.
(e agora desligo-me, porque começo a reconhecer-me neste retrato).

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

À procura de amor e amizade na Net.

Todos, incluindo eu própria, gostamos de vir à "net".
Navegamos por aqui e por ali, lemos noticias, blogs, mensagens, enfim uma parafenália de informação que tentamos assimilar à mesma velocidade com que os dados circulam.
Este fascínio pela Net, para mim que não sou psicológa, tem várias razões: Para uns é a solidão, a necessidade de se fazer ouvir a coberto de um certo anonimato, sob alcunhas, diminutivos, enfim, qualquer pretexto que sirva para não se revelar totalmente a nossa identidade; Para outros, é uma forma de partilharem com uma quantidade enorme de desconhecidos e alguns conhecidos, o que lhes vai na alma, as fotos de família e de amigos; e ainda para um outro seguemento, é até uma forma de se tornarem Famosos.
É verdade, muita gente pensa que ser conhecido na Net, é ser famoso.
Isto tudo para dizer que a Net, como tudo na vida, tem que ser encarada e analisada com espírito critico, sabendo em cada momento, distinguir o trigo do joio, o que é verdade do que é mentira.
Saber identificar um logro, disfarçado de palavras bonitas, ou de mensagens idilicas, é quase uma arte.
A Net tem tudo, à semelhança do mundo real, coisas boas e coisas más, mas o que mais me surpreende, é a quantidade enorme de pessoas que procuram neste vasto mundo virtual, frio e impessoal, amizade e amor.
Será que é aqui que se encontram esses sentimentos?

sábado, 30 de janeiro de 2010

Ninguém me transforma num farrapo!

Numa conversa, uma amiga disse-me: A mim, ninguém me transforma num farrapo humano.
Fiquei a pensar que ela tem razão. As pessoas até podem querer reduzir os outros a farrapos, mas só o conseguirão com aquelas que já nasceram derrotadas à partida.
Fazendo a retrospectiva, olhando para trás, fui buscar o poema que o meu Professor de Português me dedicou quando eu era jovem e que me tem acompanhado em todos os momentos da minha vida, e a verdade, é que chegado este momento, sei, que não sou só mais uma, mas uma. E isso é que é importante.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Salut, çá va?

Lembras-te?
Horas doidas por um nada
Horas mortas de decisão
Em busca de um caminho
a procurar
Sabendo que o hoje é só
a véspera de amanhã
Lembras-te?
Um caminho uma velocidade um passeio
e um desejo
calma obstinada e luta, contínua
Sabes?
querer ser poder
Nem sempre é vencer
Quere sempre
E um dia
O pouco a pouco que juntaste
Desembocará exausto no cais
Saberás então
Que foste
Que és
Que serás.
Não mais uma
Mas uma.
E isso é que é importante.

(Autor: Manuel Vasconcelos - meu professor de Português/Francês no 5º ano, 1974/1975)

sábado, 23 de janeiro de 2010

Honrar a toga que se veste.

Fruto da degradação social no que toca aos princípios, que hoje se vive, é comum ouvir o povo dizer, que os Advogados são uns aldrabões, uns vigaristas.
É uma afirmação tão injusta como aquele que se ouve em relação aos funcionários públicos.
Certo é que há bons e maus profissionais em todos os sectores de actividade. Simplesmente são sempre mais atacados, aqueles que têm maior contacto com o público em geral.
No que toca aos Advogados, não posso deixar de me sentir ofendida com tal afirmação.
Primeiro, porque os Advogados são mesma aquele profissional a que se recorre quando se está metido em sarilhos, segundo porque na grande maioria das vezes, o Advogado desdobra-se, vira-se e revira-se para tentar resolver o problema da pessoa que o contrata.
Não o faz de graça? É verdade, não o pode fazer. Todos têm o direito de receber a contrapartida do seu trabalho, e até os Advogados têm contas para pagar, comida para comprar e impostos para entregar ao Estado..
Em certos casos, trabalham mesmo de graça, e na grande maioria desses casos, não são reconhecidos, por tal trabalho.
As pessoas esquecem facilmente que um Advogado é um profissional cuja luta é a defesa da Justiça e do Direito dentro da Lei, ainda que a ache injusta.
É por um Advogado ser tudo isto, que tenho um orgulho imenso em honrar a toga que envergo, exercendo a minha profissão dentro da velha máxima: Um Advogado, é como a mulher de César: Não lhe basta ser honesto, é preciso, também, parecê-lo!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Vivendo e aprendendo.

Dizem que a grande revolução deste seculo se deu quando as mulheres começaram a tomar a pílula, controlando a natalidade e o seu próprio corpo.
A "revolução" trouxe a liberdade sexual, para as mulheres.
Actualmente, as "revolucionárias" dos anos idos, são já ilustres e respeitadas pessoas da sociedade.
Mas, e aqui reside a minha recente aprendizagem, não perderam o espírito revolucionário de outrora.
Antes pelo contrário, a teoria aperfeiçou-se com o passar dos anos, e agora são estas respeitadas senhoras de sociedade quem mantém vivo o espírito da "revolução".
No entanto, não deixam de o fazer, como dizem os Brasileiros, "debaixo do pano", e como dizem os Portugueses, "pela calada da noite", "na moita", desvirtuando assim a "revolução", que se quer às claras, sem nada a esconder...
Porque será?
Perderam a frontalidade da juventude?

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O Amor é lindo.

É verdade sim senhor. O amor comanda a vida.Acaba um, começa outro. Passado um curto período, para fazer o luto de um romance, há que procurar um novo, porque a vida é para ser vivida a 100%, nao deve ser evitada. Confesso que admiro quem tem a coragem de se assumir como um verdadeiro predador nesta selva em que se transformou o mundo em que habitamos, sem tabus, sem preconceitos, sem compromissos, para com os outros ou para consigo próprio, quem tem a coragem para apenas e só satisfazer o seu instito animal.
Ah valente, como se diz na minha terra!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

É mais fácil viver com uma má consciência do que com uma ma reputação.

Apesar da evolução humana nas suas relações sociais, esta frase de Nietzsche, ainda faz muito sentido.
Vive-se melhor com um peso na consciência do que com reputação de má pessoa.
É que a má consciência vive bem escondidinha, enquanto que a má reputação (seja ela verdadeira, ou falsa), está à vista de todos....
Quando nos apercebemos de que todos os que nos rodeiam conhecem bem aquilo que nos pesa na consciência, (má), e ajuizam sobre tal peso, forma-se a má reputação, e aquilo que era uma má consciência, suportável, transforma-se numa má reputação, insuportável.
Este filósofo sabia do que falava.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Roendo uma laranja....

Os fins de semana em Porto Covo sempre conseguiram pôr-me bem disposta.
Não sei bem o que é...às vezes penso que é mesmo o mexer na terra, nas plantas, a paisagem, o barulho do mar, tudo junto, faz-me reconciliar com o universo. Na segunda, tudo me parece mais bonito, mais fácil. Mas começo logo a contar o tempo que falta para voltar...
Realmente, aquele meu cantinho, faz-me muito bem.
Agora, com forças retemperadas, há que enfrentar os meus dias, sempre intensos e plenamente preenchidos.
Em muitos dias, talvez esta seja realmente a primeira semana em que vou conseguir retomar o meu rumo.
A pouco e pouco, vou conseguindo agarrar a minha vida de volta, recuperando tudo que me foi roubado, incluindo a paz de espírito.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Vampirismo social. Existe? Existe, claro que existe.

Vagueia-se pela noite, de bar em bar, bebem-se uns copos, lançam-se para o ar sonoras gargalhadas, gosta-se de tudo: daquela música específica, daquela tese política, dos mexericos locais, das danças folclóricas, da happy hour diáriamente, onde se joga só conversa fora, nunca, mas nunca, se demonstra qualquer cansaço ou fraqueza, desconhecimento ou desinteresse, os olhos deambulam em todas as direcções, soam piadas giras, um toque casual, um afago, um "gosto muito" sussurrado, enfim, todo um cenário preparado falsamente descontraído e casual, que tem como único objectivo, caçar alguém que ajude a preencher o vazio de uma vida tão cheia, que transborda, exteriormente,ao contrário do interior que se esvazia de cada vez que se repete a estratégia. Acreditem em mim: tenham cuidado com o/a(s) vampiro/a (s), porque andam aí, perto, muito perto, tão perto que se sente a sua respiração ofegante e os seus olhares acutilantes fixados na nossa nuca, advinhando, prevendo cada um dos nossos movimentos, para, no momento certo, atacarem!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Os amigos são o melhor que há!

A amizade, ao contrário do amor, raramente acaba em divórcio. Muito menos litigioso.A amizade mantém-se por toda uma vida, e quando é sincera, não acaba porque se conheceu um novo amigo, fortalece-se e alargam-se as redes. Ao contrário do amor. A amizade não acaba, a não ser se houver uma traição. Tal como o amor, este também acaba com a traição.
Todo este arrazoado para dizer que quando acaba o amor resta sempre a amizade. E hoje, mais uma vez, pude constatar que um amigo sincero é para toda a vida, e que o amor pode ir e vir mas os amigos são mesmo para toda a vida e para todas as horas, para nos enxugarem as lágrimas, para nos ouvirem ou para nos dizerem, pura e simplesmente: não estás só, eu estou aqui.
É bom, é muito bom ouvir e sentir isto dos meus amigos de sempre. É bom porque é sinal de que serei certamente, merecedora desta amizade sem peias, sem embaraços, sem condições, e é bom porque me traz conforto e segurança de que haja o que houver, não estou sózinha.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Mau, mas mesmo mau, é partir uma perna....

Os meus desabafos têm sido um bocado lamechas...Ná, não sou assim. Sou positiva e não vai ser um coice que me vai deitar abaixo. Mau, mesmo mau, é partir uma perna ou qualquer outro osso.
Então vamos lá a projectos. Este ano novo quero mesmo, mas mesmo muito, viajar para terras do tio Sam e se ainda houver tempo e € não descarto a hipótese de voar direitinha até à terra do tio Lenine...
Quero conhecer estas duas culturas tão antagónicas.
Ah, mas também tenho um casamento. Bem, não é um casamento qualquer, é O CASAMENTO, e é só o da pessoa mais importante da minha vida. (É nesta altura que o combóio do tempo me atropela). No fundo, é só mais uma etapa deste tempo que ocupo neste planeta!

domingo, 10 de janeiro de 2010

O Inverno está a chegar ao fim.Viva a Primavera

Tenho andado "invernosa" é verdade.Mas agora já começo a sentir o cheiro da Primavera.
Ou talvez seja só o meu desejo de que ela venha depressa...nao sei...
A invernia que tem pairado tem fundamento na hipocrisia, no cinismo das pessoas, que mais uma vez constatei, e senti na própria pele.
Juro que não compreendo aquelas pessoas que dizem que só querem é curtir a vida, doa a quem doer, e muitas vezes fazem-no passando sobre tudo e todos para o conseguirem. Será possível alguém conseguir ser feliz, quando essa felicidade é construída em cima de outros seres humanos?
Não há princípios morais? Não há respeito? só conta o "eu" e "agora"?
Juro, é mesmo inadmíssivel para mim!
Talvez seja porque eu sempre considerei que não tenho que pisar em cima de ninguém para viver e tentar atingir a minha felicidade. Talvez porque nunca olhei apenas para o meu próprio umbigo.
No fundo, tenho pena dessas pessoas. Acabarão com certeza, tristes e sós, porque o que fizeram aos outros vai cair-lhes em cima.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Obstáculo ultrapassado.
Apesar disso, a minha fé nos animais de duas patas, sofreu um abalo tão forte, que não sei se será possível restaurar tal fé.
É claro que sou optimista e que acredito que é possível vencer a hipocrisia, o cinismo, a maldade de tais bichinhos.
Veremos, no futuro, se a minha tese de optimismo pode ser comprovada.
Diz quem sabe, que o tempo é um óptimo remédio.
Outra teoria que tenho que esperar para comprovar se é verdade.
Haja forças para virar a mesa e mudar o jogo.
Felizmente, que no meio deste atoleiro todo, brotam outros sentimentos e pessoas tão importantes que fazem a diferença entre a fé na raça humana e a descrença total.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Renascer das Cinzas

Queimei, em 2009 os últimos cartuchos da depressão.
Agora, que venha 2010 em força que não me assusta. Cá o espero. O que não nos mata torna-nos mais fortes. Cuidado que me sinto forte como um leão.
A minha estratégia de defesa vai ser o ataque. Nesta selva que é a vida, deixei de ser caça para passar a caçadora.
Uns pózinhos (sim que uns quimiquozinhos nunca fizeram mal a ninguém), e até a vida passa a ser cor de rosa.
Em frente que atrás vem gente.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Bem dia 31 não tive tipo de blogar.
Andei muito ocupada a preparar a noite de ano novo.
E apesar de estar com um humor de cão (cadela), até foi agradável....
Até encontrei pessoas que não via há muito tempo e gostei de ver e falar com elas...
A noite acabou já de manhã e sem muitas lágrimas. Tenho mesmo que me livrar delas.
Pintei o cabelo de ruivo. Não quero ser confundida com uma loira. (nenhum preconceito contra as loiras, obviamente).
Bem, o dia 1 e o 2 não teve horas suficientes para desabafar.....Só um pequenino me ocorre.
Morra 2009, Viva 2010.
Avisaram-se que não podia fazer brindes a desejar a quem me maltratou, que recebessem o mesmo.....Mas, não resisti e desejei que aqueles que me magoaram em 2009 recebessem o mesmo sofrimento mas em dose dupla.
De certeza que já não vou para o Céu.